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Residencial Buriti

Residencial
2016
Brasília/DF

“Espaço ao ar livre com percepção de espaço interno…”

 

O estilo de vida contemporâneo demasiadamente acelerado, por vezes nos tira a percepção plena do ambiente e altera as relações de convívio urbano, mexendo também na forma como nos relacionamos com os espaços construídos e percepção do usuário. Modos urbanos de morar não precisam ser distantes do meio natural. A proposta deste projeto é apresentar uma perspectiva antagônica e quebrar os paradigmas entre interno x externo, privacidade x interação, urbano x natural, proximidade x distância, preço x qualidade, criando um conceito de habitação multifamiliar de bem viver pleno, onde as relações humanas e com o meio acontecem e extravasam os limites das unidades.

O CONCEITO DE VILAS EMPILHADAS

O arquiteto japonês Sou Fugimoto (2005) cita sobre um de seus projetos em Kumamoto no Japão:
“Pode-se dizer que uma arquitetura ideal se comporta como um espaço ao ar livre com percepção de espaço interno e, ao mesmo tempo, um espaço interno com percepção do espaço ao ar livre. Numa estrutura encadeada, o interior é invariavelmente o exterior e vice-versa.”
Assim como Fugimoto a intenção é fazer uma arquitetura que não tratasse nem sobre espaço e nem sobre a forma, mas simplesmente da riqueza presente na interação entre as habitações, o meio e as pessoas. Motivo pelo qual todos os pavimentos são pensados como vilas de casas que se abrem para pátios jardins e se conectam entre si. A disposição das vilas desta forma permite que os moradores circulem por estes ambientes internos, promovendo a percepção de espaço ao ar livre, proporcionando o bem estar provocado pela presença constante da natureza e do verde.  Os pátios são também onde os moradores podem experimentar a relação com a terra, plantar em suas próprias hortas sob a praticidade e segurança de viver em um apartamento.

A IMPLANTAÇÃO

A implantação do projeto é pensada com foco claro na garantia do condicionamento ambiental dos espaços. Seus acessos e circulações são propostos de forma a permitir a adequação simples a todos os 5 lotes, invertendo-os quando necessário, sem a consequente alteração na orientação dos pavimentos tipo, de forma que as unidades sempre estarão para o melhor quadrante, enquanto os pátios cumprem o papel de protege-las e assegurar a qualidade ambiental.

ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Reduzir, reutilizar e reciclar. Como uma edificação que se propõe a cuidar da natureza, o projeto prevê uma série de soluções sustentáveis que passam por todas as suas fases, desde a redução dos resíduos e reaproveitamento de materiais da obra, à proposta de uma arquitetura bioclimática, responsiva às condicionantes ambientais da região, com o uso de estratégias passivas que reduzem o consumo energético durante a sua operação indo até estratégias ativas. É previsto, por exemplo, a instalação de blocos de montagem e tubulações visando a implantação futura de placas solares para aquecimento de água e geração de energia das unidades pelos próprios moradores sem a necessidade de obras, como também o uso extensivo da iluminação natural, reuso de águas de várias origens e gestão do lixo orgânico seco.

QUALIDADE PLÁSTICA

A qualidade estética de uma construção vai além da questão formal. Geometrias simples como cubos combinados, quando usados de modo criativo, podem produzir um apelo visual impactante. As fachadas contrapõem a monotonia dos planos lisos com mosaicos de elementos arquitetônicos que cumprem também papel de proteção solar da fachada. Materiais puros, em sua aparência natural e a vegetação conferem um visual em consonância com o partido arquitetônico.

SISTEMA CONSTRUTIVO E ESTRUTURAL

A proposta do sistema construtivo está pautada na industrialização da execução das vedações, que tiveram seus formatos estudados para se repetirem ao máximo, como resultado, a agilidade, precisão, redução dos resíduos e custos. A modulação no projeto arquitetônico promoveu alinhamento dos eixos de pilares evitando transições do subsolo à cobertura, viabilizando a estrutura do tipo laje de concreto protendido lisa, sem vigas, o que elimina a necessidade do uso de forro.

PROGRAMA E VIABILIDADE ECONÔMICA

A necessidade de adequação do empreendimento ao MCMV levou ao dimensionamento criterioso das unidades, áreas construídas e privativas. O conjunto conta com 48 apartamentos, sendo 4 PNE e 44 adaptáveis, com áreas que variam 60,02m² à 64,23m². As soluções construtivas apontam para a redução do custo de execução da obra, reforçando a viabilidade econômica do empreendimento.

 

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